Não escrevo palavras bonitas, escrevo sentimentos bonitos...!
I do not write nice words! I write beautiful thoughts ...




quinta-feira, 23 de julho de 2009

Peguei nos pincéis

Pintura digital autor: José M. Silva


Peguei nos pincéis
para pintar
o Porto.
O rio, o casario, os rabelos,
um espelho de mim
dos meus frustrados pensamentos.
Vou divagar, vou velejar,
vou roer… roer… vou roer de mim
vou ser o quanto a tristeza afunda,
e afundar-me em profundos sóis.
Vou chegar no fim e ser luz sem glória:
Vou riscar, vou pintar, vou pintar, vou riscar...
vou ser ânsia em amargos retoques:

Vou ser frente, vou ser verso,
vou ser gente, vou ser reverso.

Vou ser brisa, vou ser roda dentada,
um sem-fim excêntrico.
Vou girar, vou rodar, vou amar,
a mulher do meu poema!
José M. Silva

terça-feira, 21 de julho de 2009

O amor não vale de nada!

Foto retirada da net

Esta vozeirada
Depurativa do cérebro
Promíscua, veleidade
Do ventre!.. Do ventre.

A mórbida rejeição
Das palavras emergentes
Os imunes vendavais
Os medos os lamaçais

Oh!... África quão dolorido
É o teu fado, é a tua gérmen
Oh!... Morte anunciada
O amor, não vale de nada!

José M. Silva

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pombas Brancas

Musica de: José M. Silva
Dedico esta musica
a uma amiga muito especial
beijos Liz
video

Pombas Brancas

Nas mãos …
Duas pombas brancas
Nos corações
Tramas e trancas!
… Nos corações.

Trancas e teias…
E zumbidos de amor
Recordações e apneias
De um pretérito sem cor!
… Recordações e apneias.

E agora…
Nesta, feliz lembrança
Que finda, afora
Brilharemos na estrela
Que reluz na esperança
Que lá longe mora
Em suma distância!
… Que lá longe mora.

Seguiremos em frente…
De bocas amordaçadas
E diremos que somos gente
De mãos amarradas!
… E diremos que somos gente.

Este poema… é o meu eleito
Foi escrito pelo meu coração
Que sangra, pelo amor guardado no peito
De uma rosa branca que seguro na mão!
… Que sangra, pelo amor guardado no peito.

José M. Silva

Dentro de mim

Foto retirada da net

Dentro de mim
uma pequena luz,
indizível penetra o meu olhar.

Olhar vazio!..
De múltipla duplicidade

Olhar conivente!..
Olhar etéreo, sumo de gente.

De gente que sente
o fogo e a verdade,
de tão dura realidade,
o presente, ausente.

José M. Silva

Transpor o vazio

Foto retirada da net


Procuro!..
Nesta caminhada terrena
Transpor o vazio,
Em que mergulho e me inebrio.

Centro a minha luz ausente,
Nesta minha sombra presente,

E vivo… Vivo!
Sou gente, que sente
Sou amor, aceso
Fecundo, inerte
Inocente!..

Sou fermento, sou corcel
Desloco-me…

José M. Silva

sábado, 18 de julho de 2009

A vida que passa...

Espera


Júlio, 1930

Colecção Centro de Arte Moderna José de Azeredo

Perdigão, Lisboa


Foto: Centro de Arte Moderna

José de Azeredo Perdigão




A vida passa! Passa…
Passa a história, passa o tempo,
Passa admirável, deslocada
Passa inocente, regulada

Provida de limites…

Passa em formas, cromáticas
Brota, mudanças e adversidades
Dilui-se, em atitudes passivas
Em atitudes condicionadas…

Passa sem leme…

Passa, sem criador…

Passa, imensa e vasta
Autentica e absoluta.


José M. Silva