Foto retirada do google (desconheço o/a autor)
Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-iris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.
in "viagem através de uma nebulosa", 1960
Quando vou ao baú, remexer normalmente
encontro boa e bela poesia, este poema estava
esquecido! Disse estava!... Pois, mas já não está! ;-)
Um excelente poema, de uma só estrofe, com algumas
características líricas. Em que o Poeta, revela uma
visão ambígua, emotiva e pessoal sobre a amizade.
Com um discurso metafísico e rico em imagens.
Uma enorme carga emotiva em apenas seis versos!
Os meus parabéns ao Mestre Ramos Rosa!
José M. Silva