Este video é a minha homenagem a Violeta Parra, cantora
e compositora chilena exilada em França durante o regime de Pinoché.
Suicidou-se três meses após ter gravado este tema.
Este video é a minha homenagem a Violeta Parra, cantora
e compositora chilena exilada em França durante o regime de Pinoché.
Suicidou-se três meses após ter gravado este tema.

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Sinceramente não sei!..
Palavras levás o vento
Possuo a ignorante pertença
Da falta!.. Da concepção,
Devastadora das ideias.
Procuro grão a grão
Nesta minha cama presente
Sumos, virgens, pra colher.
Puros, de um fero puro, que em mim, se abstêm
Muito além das vozes…
As crianças riem, saltam, gritam…
Correm em redor do meu pouso,
Olho-as, lírios contaminados.
A água sobe, o desvario é crescente,
O fermento não grela, não germina!
Encontro-me numa casacomum
Habitada por moluscos, e corpus seminus,
Que desfilam, no fundo da retina
Ardendo, em sangue podre
De prazeres, fecundos e ocultos.
O sumo, o apogeu,
A essência, o brotar da matéria,
O alimento que me é negado.
O farto nascido nos campos
E colhido nas rosas.
Num principio fecundo.
desprovido, descontaminado,
Do epicentro viril e selvático
Da crescente matéria d´ouro negro.
De negro ouro, decepado, suspenso e melancólico
Que rodopia… que rodopia… que rodopia…
Que mergulha… que mergulha… que mergulha…
E sempre é madrugada
E sempre a triste noite
E sempre a pirâmide, devoluta
Arrastar a morte embrionária
A morte anunciada do momento!
José M. Silva

Esta vozeirada
Depurativa do cérebro
Promíscua, veleidade
Do ventre!.. Do ventre.
A mórbida rejeição
Das palavras emergentes
Os imunes vendavais
Os medos os lamaçais
Oh!... África quão dolorido
É o teu fado, é a tua gérmen
Oh!... Morte anunciada
O amor, não vale de nada!
Pombas Brancas
Nas mãos …
Duas pombas brancas
Nos corações
Tramas e trancas!
… Nos corações.
Trancas e teias…
E zumbidos de amor
Recordações e apneias
De um pretérito sem cor!
… Recordações e apneias.
E agora…
Nesta, feliz lembrança
Que finda, afora
Brilharemos na estrela
Que reluz na esperança
Que lá longe mora
Em suma distância!
… Que lá longe mora.
Seguiremos em frente…
De bocas amordaçadas
E diremos que somos gente
De mãos amarradas!
… E diremos que somos gente.
Este poema… é o meu eleito
Foi escrito pelo meu coração
Que sangra, pelo amor guardado no peito
De uma rosa branca que seguro na mão!
… Que sangra, pelo amor guardado no peito.
José M. Silva


José M. Silva