Prefiro Rosas, meu Amor, à Pátria
Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.
Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.
Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,
Se cada ano com a primavera
As folhas aparecem
E com o outono cessam?
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
José M. Silva
Quem não gosta????As coisas de que temos a certeza são realmente a aurora, a primavera, o outono...e nem sequer damos conta....
ResponderEliminarBoa escolha...
Beijos e abraços
Marta
Por acaso não conhecia o poema.
ResponderEliminarBom gosto o teu por te deixares tocar por ele e com ele.
(Obrigada pela tua sempre presença... e eu em dívida para contigo, tu sabes... sorry)
Bjos
Ricardo Reis também é um bom poeta embora eu prefira Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. Gostei do poema. Um beijo.
ResponderEliminarOlá Marta, foi sem dúvida uma boa escolha.
ResponderEliminarbeijo
José
Pois é Fa tens que saldar essa tua divida para comigo :-)
Fico feliz por te ter dado a conhecer este belo poema!
Bjos
José
Alberto Caeiro é o heterónimos que mais gosto. "a única casa artística é a terra toda".
Do futurista Álvaro de campos e das suas omnatopeias também gosto. Passo a citar uma frase do poema Aniversário, "o que só hoje sei que fui...". Quanto ao Ricardo Reis faz-me bem á alma pela sua tranquilidade e quietude. Gosto muito do poema; Vem sentar-te comigo Lídia à beira do rio, poema esse que também musiquei. Um dia destes público-o aqui no blogue.
Bjs Graça
José