Não escrevo palavras bonitas, escrevo sentimentos bonitos...!

Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011


Foto retirada da NET

Sinto!...
O ar corroído, abafado…

fico sem palavras e

refugio-me
no silêncio.

Vejo o demarcar dos contornos
e dos indícios antagónicos à claridade.

Digo poeta maldito!

Que a luz d´hoje não é a luz d´ontem

e a luz d´amanhã jamais será a d´hoje.

Cada tempo tem a sua luz

e cada luz tem a sua criação!
Ou não fossem os Deuses d´hoje
os mal amados d´ontem.


Procuro no silêncio
o anunciar da luz,
o rasgar das palavras inocentes.

Ignoro os inumanos muros e cercos

que procriam nas estruturas obsoletas.


Não procuro definições
só quero respirar, respirar…
respirar um ar redentor e cristalino!

Nem que para isso tenha que morrer

e ser o outro-de-mim e em mim

a transcendência do outro eu,

que (por ser mais alto) não tem nome.


Canta três vezes, ao céu e à terra
e escreve de dentro para fora.

José M. Silva

4 comentários:

  1. Diz muito a tua primeira estrofe. quantas vezes também para mim assim é!

    Muito sentido este teu poema!

    Bjos

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  2. Nem sempre se consegue respirar...
    Fluída, serena....Fica tudo tão pesado....e o silêncio pode ser a resposta....
    Poema muito sentido.....
    Gostei...
    Beijos e abraços
    Marta

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  3. Refugiar-se no silêncio para encontrar a luz...
    Um belíssimo poema, amigo.
    Um beijo.

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  4. Obrigado fa

    Cada vez é mais dificil respirar...
    beijo

    José

    Olá Marta

    O silêncio por vezes é a melhor resposta.
    Um beijo

    José

    Obrigado amiga, o silêncio dá paz, e nela encontra-se por vezes, a tranquilidade e o sossego necessário para ver um pouco de luz.

    um beijo

    josé

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