
Foto retirada da NET
Sinto!...
O ar corroído, abafado…
fico sem palavras e
refugio-me no silêncio.
Vejo o demarcar dos contornos
e dos indícios antagónicos à claridade.
Digo poeta maldito!
Que a luz d´hoje não é a luz d´ontem
e a luz d´amanhã jamais será a d´hoje.
Cada tempo tem a sua luz
e cada luz tem a sua criação!
Ou não fossem os Deuses d´hoje
os mal amados d´ontem.
Procuro no silêncio
o anunciar da luz,
o rasgar das palavras inocentes.
Ignoro os inumanos muros e cercos
que procriam nas estruturas obsoletas.
Não procuro definições
só quero respirar, respirar…
respirar um ar redentor e cristalino!
Nem que para isso tenha que morrer
e ser o outro-de-mim e em mim
a transcendência do outro eu,
que (por ser mais alto) não tem nome.
Canta três vezes, ao céu e à terra
e escreve de dentro para fora.
José M. Silva
Diz muito a tua primeira estrofe. quantas vezes também para mim assim é!
ResponderEliminarMuito sentido este teu poema!
Bjos
Nem sempre se consegue respirar...
ResponderEliminarFluída, serena....Fica tudo tão pesado....e o silêncio pode ser a resposta....
Poema muito sentido.....
Gostei...
Beijos e abraços
Marta
Refugiar-se no silêncio para encontrar a luz...
ResponderEliminarUm belíssimo poema, amigo.
Um beijo.
Obrigado fa
ResponderEliminarCada vez é mais dificil respirar...
beijo
José
Olá Marta
O silêncio por vezes é a melhor resposta.
Um beijo
José
Obrigado amiga, o silêncio dá paz, e nela encontra-se por vezes, a tranquilidade e o sossego necessário para ver um pouco de luz.
um beijo
josé